RÁDIO MORTO – ALGO SURGIDO DO ABISMO
INÍCIO (ALMAS PERDIDAS)
Fim a raça humana, fim para todos
Extermínio total, do Alasca à Austrália
Seis bilhões de almas perdidas
Seis bilhões de corpos perdidos
Seis bilhões de mentes perdidas
Acabar com toda escória
Que reste apenas a natureza
Apenas os animais
Sem o homem para devastá-la(x2)
Seis bilhões de almas perdidas
Seis bilhões de corpos perdidos
Seis bilhões de mentes perdidas
Vai natureza, viva!(x2)
Viva! Nada pode te parar (x3)
Vai natureza, viva!
Seis bilhões de almas perdidas
Seis bilhões de corpos perdidos
Seis bilhões de mentes perdidas
Que reste apenas a natureza
Sem a praga, sem a pobreza
Sem filosofia, ciência e política
Só natureza, vai natureza, viva!
Vai natureza, viva!
Vai! Viva!
Nada pode te parar!(x2)
A natureza sem o homem para matá-la
PSICOFUGA
Estou feliz, estou sorrindo
Estou fudendo
Relaxando, gozando
Foda-se você
Seus sentimentos
Jogo Xadrez
Tomo café
Dirijo meu carro
Ouço Trash Metal
Quebro um copo
Masco chicletes
Foda-se você
Compro um bilhete
Vou ao cinema
Nem lembro de você
Não estou dando a mínima para você
Nem lembro que você existiu, foda-se você!
Eu fiz ele parar! Foda-se o seu coração, seus sentimentos!
SIMULACRO E SIMULAÇÃO
Me responda caro amigo, você já perguntou por que vive?
Você nunca se questionou pra que viver?
O caminho da vida é difícil
Doenças, mortes, desastres, frustrações e decepções
Então caro amigo, Pra que?
Passamos por momentos felizes também
Festas, consumo, sexo, realizações
No fim, os momentos difíceis e os felizes são simulações do viver
Nos enganamos caro amigo, achamos que vivemos, mas sobrevivemos
Para em breve morrer e então concluir o caminho natural de trilhões de seres humanos que já passaram por aqui
O SILÊNCIO
Levante, seque suas lágrimas, você está livre
Desista e vista-se.
Vá, antes que ele nos ouça
Antes que todo o inferno nos ouça
Respire, bem fundo
Respire, bem fundo
Não se desespere, vá
Não se desespero, vá
Sozinho, sozinho, cante uma canção
Sozinho, sozinho, cante uma canção
Uma canção pra aquecer (x5)
Ta muito frio (x3)
Eu não consigo rir, você não consegue rir
O riso sai fraco, o riso sai fraco
Silencio, silencio
Ainda não há a paz eterna (x3)
Silêncio, silêncio, ainda não morremos
Ainda não há a paz eterna (x4)
De Deus, do diabo, do demônio, de Deus, de Zeus, do Cristo, de Buda, do Satã
A paz eterna, o silêncio.
A paz eterna, o silêncio.
O VELHO E O VENTO
O vento forte é o único som ali
O velho e seu cigarro
A fumaça invade o seu corpo
A pinga queima a garganta
O coração bate no peito, fraco, cansado e com defeito
As angustias de uma vida toda, vem com as lembranças da infância
Vem com o sopro do vento
Com o cheiro da chuva
A certeza da morte
A ausência de um Deus
O céu nublado
A árvore seca
A imagem de um santo
O gato preto, uma lágrima cai do rosto enrugado
A fumaça passa pela boca e sai ao vento
O ABISMO
Um abismo em movimento
Com ele tudo é abismo
Ação, palavra, zelo, querer
Medo, sinto passar o vento
No alto, em baixo, por tudo
O precipício, o apelo
Do silencio e o terror do imenso firmamento
As unhas deste Deus, todo discernimento
Desenha um multiforme e eterno pesadelo
Tenho medo do sono, medo da caverna
Ninguém sabe por que mundos se interna
Da janela eu vejo o infinito a crescer
Minha alma, que sempre a vertigem invade
Só inveja e no nada a insensibilidade
Não sair jamais do número e do ser
quarta-feira, 24 de junho de 2009
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